Não se pode começar uma conversa sobre Nioh sem dizer que ele é parecido com diversos outros jogos. O mais aparente, a série Demon’s/Dark Souls, por causa do estilo de combate e atributos do personagem. Mas o título também lembra antigos games de samurai como OnimushaSamurai Warriors e muitos outros. Isso é o que faz dele especial.

Há muito tempo não é lançado um jogo que mistura a história real do Japão com algo fantástico, com onis, magia e gatos falantes. Mesmo sendo – em tese – um JRPG, Nioh bebe da fonte de vários jogos de sucesso aqui do ocidente, cumprindo o dever de trazer a cultura asiática de uma maneira familiar para nós aqui no oeste.

O Jogo

Mesmo com suas semelhanças, Nioh não é apenas um “Souls” com katanas. O jogo é fundamentado em 3 estilos de combate, ou 3 posições de batalha, presentes em todas as armas.

Assim, o combate se torna mais complicado do que andar em círculos e bater nas costas de seu oponente (como na série Souls). Atacar em cima, no meio ou embaixo e mudar a direção de seus golpes é essencial na mecânica de Nioh, mas não é só isso. O jogo ainda possui combos, magias, itens especiais e muito mais.

Já no fim do jogo, depois de zerá-lo e adiante, as lutas se transformam em um jogo de estratégia, preparação e velocidade. Assim como os inimigos ficam mais fortes, o personagem também progride, se tornando uma verdadeira máquina de matar demônios, podendo derrotá-los com 1 golpe, dependendo de como o jogador montou seus atributos.

A História

Já ouviu falar em Edward Kelley ou Nobunaga Oda? Com certeza a rainha Elizabeth I você conhece! E Hattori Hanzo? Se qualquer um dos nomes lhe soa familiar, é porque cada personagem citado realmente existiu, e esse é o ponto mais impressionante de Nioh: sua capacidade de misturar o real com o ficcional.

A história se passa no período Sengoku do Japão, durante o shogunato dos Tokugawa – por volta do ano de 1600 para ser mais “exato”. Nesse tempo, o Japão já sofria influência de outras culturas, mas mantinha suas características feudais, como a cultura samurai e crenças antigas.

Ela conta a jornada de William, um corsário inglês que teve seu espírito guardião roubado por Edward Kelley, um mago poderosíssimo que trabalha para a coroa inglesa (e para ele mesmo, como qualquer vilão). Então, o protagonista segue o paradeiro do mago até o Japão para salvar seu espírito roubado, encontrando incontáveis personalidades importantes pelo caminho.

Multiplayer

Talvez o ponto mais fraco do jogo – principalmente se comparado à série Souls – seja o modo online de Nioh, que conta apenas com um modo de cooperação entre jogadores. Cada host, ou “dono de seu mundo”, pode invocar outro jogador, “ou fantasma”, para ajudá-lo a derrotar um chefão dentro de uma área do mapa.

Para isso, ambos os jogadores tem que oferecer um item específico para ser usado no ritual de invocação. Bem parecido com Dark Souls, não é? Pois bem, existe um pequeno problema.

Nioh simplesmente não foi feito para ser jogado em cooperação. Enquanto em outros jogos a dificuldade dos inimigos aumenta quanto maior o número de jogadores, Nioh parece continuar do mesmo jeito, fazendo com que a cooperação seja um “modo fácil” escondido.

Também existe uma função que, quando um player morre, uma poça de sangue fica marcando o local de sua morte. Lá, outros jogadores podem “invocar” o espírito do morto e batalhar para conseguir seus equipamentos. Infelizmente, esse espírito é apenas um NPC, então não chega a ser um modo competitivo.

O End Game

O que mais preocupa em RPGs é quanto tempo você vai ficar jogando, ou melhor, se o player terá algum motivo para continuar depois de terminar a história. Fico feliz em dizer que Nioh dá vários motivos para continuar sua jornada.

Cada vez que o jogo é “zerado”, uma nova etapa é desbloqueada. Além dos inimigos ficarem mais fortes, aparecem novas missões especias, novos desafios, novos equipamentos, customizações de personagem e muito mais. Basicamente, o jogo começa depois de ser terminado pelo menos 1 vez.

O Veredito

Nioh não é uma mera cópia de Souls, ele quebrou esse estigma, é algo diferente. Um aluno que segue os passos dos mais antigos mestres da era do PS2, mas respeitando as novas técnicas trazidas pelas gerações mais recentes

Claro, ele apresenta algumas falhas, mas nada que o torne ruim ou pior que os outros. A falta de um bom modo multiplayer realmente faz falta, mas nada que estrague a diversão. É uma experiência diferente, mas ainda assim comum, e de certa forma nostálgica, para quem jogou os “lendários” jogos de samurai do passado.

Se você gosta de RPGs fáceis de se aprender e difíceis de masterizar, com um enredo fortemente influenciado pela história real de nosso mundo e muitos demônios, Nioh é feito para você.

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