Capitã Marvel acabou de chegar aos cinemas e, para celebrar seu lançamento, resolvemos destacar os 10 momentos que, na opinião deste crítico, são os melhores num filme repleto de acertos.

Aviso: Se você ainda não pôde conferir o filme, sugiro que guarde a leitura para depois, já que a lista estará repleta de spoilers. Fica o aviso.

10. Cadê o Fury?

Uma cena marcante que não é exatamente parte do filme, mas surge durante os créditos finais. Talvez essa nem seja uma cena de Capitã Marvel mas, sim, de Vingadores: Ultimato. Nela, vemos a equipe (ou o que sobrou dela) reunida, testemunhando a tragédia que acabou de acontecer no final de Guerra Infinita. A contagem de mortos é interrompida por um recado de Rhodes: o pager de Fury parou de funcionar. Como ninguém sabia do que se tratava, resolveram tocar o barco, até receberem uma visita inesperada da Capitã Marvel. Apreensiva, ela pergunta onde está seu velho amigo, mas sua reação à resposta só devemos conferir em abril.

Tudo nesta cena traz empolgação para o que está por vir, desde a simples reaparição dos Vingadores até a interação entre eles e Carol. A intensidade com a qual Brie Larson aparece diante de heróis que nunca viu nos faz ficar ansiosos para saber como ela vai reagir ao massacre e, principalmente, ao desaparecimento de Fury. Só podemos dizer que não vai ficar bonito para Thanos…

9. “Trust me, true believer!

A tradicional participação especial de Stan Lee ganha ainda mais força neste filme, já que é o primeiro desde seu falecimento. Ele está simplesmente sentado no trem, tentando decorar uma de suas falas para o filme Barrados no Shopping, de Kevin Smith (mais uma referência da década de 1990 para os cinéfilos), quando Carol resolve conferir se ele é um Skrull. Ele sorri para ela, ela sorri de volta, e nos sentimos representados nessa troca de sorrisos.

É uma prova de que o cinema – assim como todas as artes, mas principalmente o cinema – tem o potencial de nos tornar imortais, graças à permanência da imagem. Naquele momento, tivemos um breve, mas significativo, contato com Stan. Excelsior!

8. “Sim, como em Havana”

Quando Nick Fury entra no elevador com seu suposto chefe, o agente resolve testá-lo, já que havia a possibilidade de qualquer um ser um Skrull. Eles falam de uma tática para capturar Carol, e Fury pergunta se eles deveriam fazer como fizeram em Havana. O suspeito responde que sim e, logo antes do elevador fechar, a cara de Fury indica que nunca houve Havana. Ou seja, seu chefe é, na verdade, um impostor. O público já sabia, mas o personagem não, adicionando um pouco de suspense para uma trama que evoca a suspeição de tudo e todos.

7. “Senhor, já estou na Blockbuster”

O efeito desta cena é similar ao da anterior, só que mais intenso. Isso se dá pelo fator surpresa, já que ninguém poderia imaginar que Coulson era um Skrull desde o início. Quando descobrimos que o verdadeira agente tinha acabado de chegar na Blockbuster enquanto um impostor estava na carona do carro de Fury, a adrenalina é instantaneamente injetada na cena.

6. Fury e a história do olho

Alguns poderiam esperar que o lendário agente da SHIELD Nick Fury teria perdido o olho numa guerra ou num confronto com um super-vilão, mas é muito mais divertido e subversivo que o herói tenha passado por isso numa interação com um gato. O fato testa os limites da irreverência do público nerd, que é representado em tela por Phil Coulson quando o pergunta se, na verdade, a perda teria sido fruto de um ataque Kree. A resposta de Fury é impagável, graças ao excelente timing cômico de Samuel L. Jackson.

5. Um flashback um pouco diferente

Tudo começa com um flashback normal, onde Carol encontra uma antiga mentora no que parece ser um hangar. Nada demais, até a cena começar a sofrer uma interferência inesperada de um narrador. Ele pede para voltar e repetir cenas, como se estivesse editando um filme. Isso torna um simples fragmento informativo num momento excêntrico e metalinguístico. Depois é revelado que ela estava tendo sua mente invadida por soldados Skrulls.

4. “Eu não tenho que provar nada para você”

Após derrotar um frota inteira de navegações Kree praticamente sozinha, Carol volta à Terra para lidar com algo pendente: Yon-Rogg. Eles se encaram e tudo dá a entender que terão um embate épico, até que o soldado larga suas armas e desafia a heroína a enfrentá-lo sem seus poderes. Ele diz para ela mostrar que é capaz de derrotá-lo dessa forma, em referência ao treinamento que realizaram no início do filme. Carol dispensa o desafio, simplesmente soltando uma rajada de energia que o arremessa para o outro lado do cenário. Na sequência, diz que não é obrigada a provar nada para ele, tornando a conclusão muito mais satisfatória do que qualquer show de luzes.

3. Defensora da Terra

Este se passa um pouco antes do anterior, justamente quando ela acaba de derrotar as naves Kree. Ronan e um colega chegam na órbita terrestre numa grande embarcação, mas desistem de atacar ao testemunharem o poder da Capitã Marvel. Ela dá um soco na palma da própria mão e libera uma energia que destrói toda a frota deles e, em seguida, os encara diretamente. Impressionados, os dois krees trocam olhares (de forma bem engraçada, inclusive) e resolvem ir embora. É a cena que estabelece Carol como a última linha de defesa da Terra, pelo contexto e pela composição visual alcançada (ela, na frente do planeta, fazendo uma pose ameaçadora).

2. Potencial desbloqueado

Seria o clímax do longa, onde nossa heroína finalmente consegue quebrar as amarras da Inteligência Suprema Kree. Todo o confronto contra a entidade é repleto de significado, que valeria para uma análise por si só (além de contar com uma atuação sensacional de Annette Bening). Após uma emocionante sequência de flashbacks que atestam sua força, Carol consegue se libertar através do poder de suas emoções – o que é particularmente recompensador, pois é justamente o que diziam que a limitava. Com isso, ela entra num modo full Super Sayajin e sai quebrando tudo. É um momento digno de aplausos.

Menção honrosa: Créditos iniciais

Antes mesmo de seu começo, o filme acerta ao homenagear o lendário Stan Lee nos créditos iniciais. O logo da Marvel é apresentado em sua icônica forma, com uma pequena diferença: TODAS AS IMAGENS APRESENTADAS NO LETREIRO SÃO PROTAGONIZADAS POR STAN LEE. Isso mostra a sensibilidade e gratidão da produtora, em seu primeiro longa após o falecimento do artista. No final da sequência ainda tem um agradecimento direto a ele, preenchendo o vazio no coração de qualquer fã.

1. A redenção

Este definitivamente traz lágrimas. Ao se aliar aos Skrulls e ajudá-los a alcançar a nave de Mar-Vell, Carol descobre que alguns refugiados, inclusive a família de Talos, estavam escondidos na embarcação. Quando os vê, Carol começa a ficar sensibilizada e, chorosa, pede desculpas por sempre ter lutado pelo lado errado da guerra. Talos, interpretado de forma muito honesta por Ben Mendelsohn, tenta consolá-la, dizendo que suas mãos também estavam sujas de sangue. É um momento extremamente humano, que marca a redenção da protagonista.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui