Quem costuma jogar Fortnite deve ter se enrolado – pelo menos uma vez – com os modos 20 v 20. É fácil se perder em meio ao vasto cenário, e se organizar num squad tão grande. Porém, no evento comemorativo de Vingadores: Ultimato, a Epic Games conseguiu otimizar essa proposta ao colocar um objetivo em comum para todos. No caso de uma das equipes, coletar Joias do Infinito para poder derrotar os oponentes – que devem justamente impedir que isso ocorra. Assim, o confronto fica mais frequente e intenso, ao invés de se tornar um simples passeio no parque.

Mas, muito além disso, Endgame consegue elevar o Battle Royale a outro nível, tornando-o uma adaptação perfeita dos filmes dos Vingadores para os games, pelo menos em termos de jogabilidade (algo que parecia impossível há pouco tempo atrás). Ainda que não nos tornemos, literalmente, os heróis, a utilização de seus acessórios trazem essa sensação. Há poucas coisas mais divertidas para os fãs desses personagens do que usar o machado do Thor em batalha, voar (e atirar) com as luvas do Homem de Ferro ou se defender com o escudo do Capitão América. O arco e flecha do Gavião Arqueiro pode não ser exatamente único (o próprio jogo já tem um arco e flecha ligeiramente parecido), mas não deixa de ser bastante prático para a locomoção, com seu gancho potente. O único ponto negativo de se ficar nesse lado é o fato de ser muito mais difícil ganhar, com sua missão herculiana de bloquear o acesso de outros jogadores às joias, que caem em pontos aleatórios do mapa.

Quanto a jogar no time do Thanos, a experiência pode não ser a mais versátil ou emocionante, mas poder usar uma skin de Chitauri não deixa de ser uma novidade. Suas armas também são excelentes, com munição infinita e danos generosos. A primeira é equivalente a um rifle de assalto, enquanto a segunda seria um lança-granadas. Ainda podemos usar um jetpack limitado, mas extremamente útil. Não diria que é fácil enfrentar os heróis (até porque suas armas também são bastante potentes), só que as lutas ainda conseguem ser minimamente equilibradas.

Apesar de tantas adições, mais uma vez, o grande destaque é Thanos. Os poderes dele são os mesmos, com algumas vantagens graças à adição das jóias. Na prática, ainda é muito difícil aproveitar o tempo sendo ele, porque é o ponto mais visível do mapa e atrai todos os inimigos de uma vez. Talvez por isso seja mais legal enfrentar o icônico vilão do que encarná-lo.

Diferentemente do modo Infinity Gauntlet agora nos sentimos mais confiantes para encará-lo num mano a mano (de forma equivocada, porque ele ainda nos derrota num soco só). O lado ruim é que perdemos um pouco do suspense de fugir dele, já que temos a possibilidade de dar super saltos e voar, além de nos sentirmos mais protegidos pelo exército de aliados (o Infinity Gauntlet era solo). Ainda assim, é muito emocionante poder encontrá-lo no campo de batalha.

Apesar de todos os artifícios, é sempre bom lembrar que a construção é necessária nos dois lados. Com tantos novos poderes, podemos acabar nos esquecendo e quebrando a cara, mas Fortnite continua sendo Fortnite, onde a melhor estratégia é a defesa.

Quanto aos defeitos, talvez o maior do evento Endgame seja o seu tempo limitado. Pode ser só um modo, mas seus mecanismos simples, curiosamente, tornam Fortnite um dos melhores jogos da Marvel, sendo uma baita recomendação para os fãs desse universo que sonham em sentir a emoção de ser um vingador – ainda que brevemente e de maneira incompleta.

Para mais informações sobre o evento, clique aqui.

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