Após divertir o público com Monstros e Arrepios em 2015, a sensação é de que Goosebumps ainda tinha muito potencial a ser explorado, principalmente levando em conta a quantidade de livros que foram escritos por R.L. Stine. Portanto, nada melhor que o Halloween para protagonizar uma nova aventura, a época do ano perfeita para soltar monstros pela cidade.

Desta vez, o boneco Slappy é revivido acidentalmente por duas crianças, agora com o objetivo de ter sua própria família. Quando o Halloween fica em perigo, Sam, Sonny e Sarah tentam parar suas ações trazendo os monstros de volta para o livro escrito por Stine.

A sequência de Goosebumps sabe aproveitar muito bem a temática de Halloween, explorando as fantasias, as decorações das casas e tudo que gira em torno desse feriado que é tão popular nos Estados Unidos. Além disso, outro acerto está na troca dos protagonistas adolescentes por crianças, vividos por Jeremy Ray Taylor e Caleel Harris. Além do carisma dos atores, eles conseguem carregar o filme ao lado de Madison Iseman, rendendo momentos divertidos e uma boa dinâmica.

Quem também rouba a cena é o boneco Slappy, que mais uma vez demonstra ser um ótimo vilão. O destaque vai para a dublagem de Jack Black, que traz uma personalidade ácida ao personagem. Apesar de aparecer pouco no filme, não poderia deixar de citar a presença de Ken Jeong. Ele faz um papel excêntrico, parecido com o de outros longas em que já trabalhou, mas que ainda diverte.

Para aqueles que vão assistir ao filme apenas para ver Jack Black atuando novamente como R.L. Stine, podem se decepcionar. Além de uma participação muito rápida e que não agrega à trama, seu personagem, apesar de divertido, não tem o mesmo peso do primeiro filme, deixando a sensação de que poderia ser melhor.

O clima escolar presente na primeira metade do longa é muito bem construído, fazendo com que o público se sinta acolhido e queira ficar mais tempo por lá. Com uma narrativa mais extensa, ele poderia ser transformado em uma série ao estilo Stranger Things. Também podemos notar influências de It – A Coisa e E.T. – O Extraterrestre, incluindo as bicicletas usadas pelas crianças. O que diferencia é que aqui temos uma produção moderna com internet e smartphones.

A fórmula do primeiro longa se repete, fazendo com que monstros fiquem soltos pela cidade, mas a diferença é que ao invés de focar em seres específicos temos uma grande diversidade. A ideia de aproveitar as fantasias e elementos do Halloween – como abóboras – para transformar em monstros funciona bem, além de criar cenas inventivas e criativas com eles. Os personagens feitos de computação gráfica – e não são poucos – conseguem interagir com os humanos e o cenário de forma crível, mesmo que eles não tenham uma aparência realista, ficando mais parecidos com um videogame.

Goosebumps 2: Halloween Assombrado é uma ótima opção para se assistir no feriado de Halloween. O filme consegue divertir e empolgar com uma aventura sem grandes ambições. Possivelmente, podemos ver nascer mais uma franquia nos cinemas, o que não seria estranho se levarmos em conta a quantidade de material original.

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