Uma nova geração de jogos da franquia Pokémon sempre é algo muito esperado pelos fãs. Monstrinhos diferentes são apresentados, assim como a trama se passa em uma região inédita. No caso de Sword & Shield, também seria a primeira vez que a série estaria em alta resolução, além de poder ser jogada em um console de mesa: o Nintendo Switch. Por outro lado, mesmo com tantas novidades, seu lançamento sofreu críticas pela ausência da National Pokédex. Ou seja, não seria possível capturar todos os quase mil Pokémon, apenas um número limitado. Levando tudo isso em conta, vale a pena a jogatina?

Logo no início do jogo é possível notar a evolução em relação ao seu antecessor, Sun & Moon. As cutscenes estão mais elaboradas, com destaque para a apresentação do trio inicial – Scorbunny, Grookey e Sobble. Apesar disso, os gráficos 3D ainda não exploram tudo que o console pode oferecer. Há um serrilhamento aparente e animações repetitivas, parecendo que falta um pouco de capricho por conta dos desenvolvedores. Felizmente, a trilha sonora cativante ajuda a criar uma atmosfera atraente de forma efetiva.

Sobre os Pokémon em si, desta vez temos “apenas” quatrocentos disponíveis, mas, sinceramente, as ausências não fazem falta, pois o desafio de completar a Pokédex ainda está presente, assim como a variedade dos monstros. Uma forma de melhorar essa dinâmica é através da Wild Area, que representa uma enorme região para acampar ou encontrar novas espécies. Ela permite que o jogador capture uma grande diversidade logo no início, mas também o incentiva a retornar para enfrentar criaturas mais poderosas e diferentes, pois variam de acordo com o clima dinâmico. É possível passar horas apenas nesse ponto do jogo sem se cansar, tornando o farm mais divertido.

O fenômeno Dynamax, que aumenta o tamanho dos Pokémon, também é muito bem-vindo, pois potencializa as batalhas, deixando os ataques mais poderosos e as lutas mais difíceis. Dessa forma, os monstros praticamente viram kaijuus, gerando combates com proporções épicas. Sendo possível a participação de até quatro jogadores, as Max Raid Battles são mais empolgantes no modo online, mas, infelizmente, o serviço ainda conta com problemas na execução. Com isso, encontrar outros jogadores é uma tarefa difícil e demorada.

Ambientada em Galar, inspirada no Reino Unido, a história de Sword and Shield não oferece muitas inovações narrativas, apostando seguro na fórmula que popularizou a série. Entre as melhores coisas apresentadas estão as batalhas de Ginásio, que agora são feitas em um estádio com direito ao público torcendo por você. As Semifinais e Finais na Battle Tower são o ponto alto, enquanto a conclusão do mistério da região é um tanto quanto anticlimática.

Após derrotar o Campeão e terminar a história principal, ainda há um pós-jogo muito inferior a tudo que foi apresentado até então, com batalhas repetitivas e uma história pouco inspirada. Com isso, o grande momento que seria capturar um Pokémon lendário acaba não sendo tão incrível como deveria ser.

No geral, Pokémon Sword and Shield não deixa de ser uma evolução dos jogos anteriores. Ele rende boas horas de diversão e conta com ótimas novas ideias, mas ainda peca pela repetição nos combates e uma falta de capricho com a franquia mais lucrativa do mundo. Esse poderia ser, tranquilamente, o primeiro título de Pokémon para um novo jogador, pois é uma boa forma de ser introduzido a esse universo. Para os antigos, há um misto de sensações que ganha pela nostalgia, mas que, no fim, poderia ser melhor.

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