Um dos animes mais esperados de 2019, que inclusive entrou na nossa lista, The Rising of the Shield Hero (Tate no Yuusha no Nariagari, no original) é uma das grandes promessas para este ano. O motivo é o sucesso que o material original vem fazendo no Japão entre crítica e público. Por enquanto só foi liberado o primeiro episódio da animação, mas por conta de sua longa duração – por volta de 45 minutos – temos uma boa noção do que esperar da temporada.

A história acompanha o jovem otaku Naofumi Iwatani, que é invocado para um mundo de fantasia como um dos quatro heróis que precisa salvá-lo. Porém, por ser o Herói do Escudo, ele é visto com preconceito pelos outros e acaba sendo acusado injustamente de um crime, tendo que recomeçar sua jornada do zero.

Antes de tudo é bom avisar que este anime se trata de um isekai, um gênero muito popular no Japão em que acompanhamos um personagem que vai parar em outro mundo por alguma razão e precisa lidar com as consequências disso. Com tantos altos e baixos na indústria, muitos acreditam que este tipo de trama já está saturada, mas The Rising of the Shield Hero prova o contrário.

Começamos pelo próprio protagonista, que consegue criar uma maior aproximação do público por ser um otaku, mas também se diferencia de outros personagens que carregam esse estereótipo. Além disso, acompanhar toda a trajetória de Naofumi neste primeiro episódio, para depois vê-lo sendo traído e acusado injustamente por algo que não fez, cria maior empatia entre o espectador e o nosso herói. Também já podemos notar seu desenvolvimento de um garoto tímido e ingênuo para alguém mais esperto e destemido.

Felizmente, também chama atenção o fato dele não ser a pessoa mais forte daquele mundo e ganhar diversas habilidades de forma gratuita – sim, foi uma indireta para Tensei Shitara Slime Datta Ken. Aqui, temos um personagem com uma característica bem distinta, carregando apenas um escudo para se proteger, além do fato dele ser impedido de usar qualquer outro tipo de arma. Assim, a história fica bem mais interessante de acompanhar, pois como ele vai enfrentar os inimigos desse jeito? Até onde um herói pode ir carregando apenas um escudo? Apesar disso já ser visto com o Capitão América, aqui as coisas são diferentes, já que estamos falando da Era Medieval.

Porém, ainda sobre a arma do nosso protagonista, ainda não fui totalmente convencido de que o reino se voltaria contra um herói apenas pelo fato dele ser mais fraco e usar um escudo. Não seria mais fácil ajudá-lo a ficar mais forte para salvar o mundo? Agora, ao invés de quatro, eles contam apenas com três heróis para isso. Veremos como a trama se desenvolve e se teremos uma justificativa melhor no futuro.

A construção de mundo não inova tanto em relação a outras obras do gênero, seguindo basicamente a mesma lógica. O mesmo podemos dizer do sistema de batalha, que é claramente inspirado em RPGs, mesmo que o protagonista tenha contato com um livro ao ser invocado para aquele universo.

Apesar de ainda estarmos no primeiro episódio, já tivemos a primeira grande virada da história que é a traição que o personagem sofre. Isso não é necessariamente um spoiler, pois acontece bem no início e é o pontapé inicial para a trama começar de fato. Para os que já conheciam a obra, ainda é legal ver a forma como isso é construído durante o episódio. Primeiro são criados laços com seus supostos companheiros e o público é guiado por uma direção, até que temos uma reviravolta que pode ser prevista através de detalhes sutis.

Para os próximos episódios, tudo vai depender de como será a relação entre Naofumi e Raphtalia, levando em conta que nosso protagonista precisará confiar novamente em alguém após o que aconteceu com ele. Enquanto isso, do outro lado temos uma escrava que também era tratada com desprezo – por motivos diferentes -, mas que agora pode ter uma nova chance.

The Rising of the Shield Hero por enquanto está cumprindo com as expectativas, trazendo uma trama que estimula o público a seguir acompanhando. Apenas o tempo dirá se será uma boa adaptação ou não, mas conta com o potencial para repetir seu sucesso em outras mídias.

2 COMENTÁRIOS

  1. Alias, a “autora” da obra é uma “MULHER”.
    O fato da autora ser mulher também é importante, pois já está começando o movimento do pessoal, que toda temporada pega um anime para cristo. Só que eles estão esquecendo ou não sabem que a “AUTORA” é uma MULHER! Estão acusando a série de ser um plano para manchar a imagem das mulheres. Ridículo! Leiam a novel e vão ver que muito pelo contrário.
    Outro fato importante, é a demografia da Light Novel. O mangá, por exemplo, é publicado em uma revista SEINEN. A Novel não é pesada. Mas, sim toca em assuntos que precisam de maturidade para refletir e pegar toda a critica social que a autora propõe. Tem uma critica bem grande a “Fanatismo Religioso”, por exemplo.
    Entrevista com a autora: http://www.onepeacebooks.com/profiles/aneko.html

  2. Assisti até a metade do 13º episódio e desisti. Ô anime ridículo, totalmente sem sentido. Se toda a corte do país ODEIA o herói, desde antes dele mesmo chegar, por que diabo o invocaram? Eles dependem dele para combater as Ondas mas o odeiam de graça. A princesa que o acusou injustamente, qual o motivo? Para roubá-lo? Ela já é rica. Apenas por ser má? Patético. E as armações são primárias, parece coisa de novelinha mexicana (como quando o acusam de sequestrar a princesa e a garota não faz nada para inocentá-lo). Além disso o anime é feito para otakus virgens, por isso a cada três ou quatro episódios aumenta o harém de lolitas do herói. Larguei de mão.

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