No Dia das Crianças tivemos o lançamento de Titãs, a primeira série live-action para o serviço de streaming da DC, o DC Universe. A produção vem chamando atenção desde as primeiras fotos do set de filmagem, trazendo comentários mistos dos fãs. Com o lançamento do primeiro trailer, na SDCC 2018, tivemos uma ideia melhor do que esperar e, agora, nada melhor que o episódio piloto para conferirmos exatamente do que se trata a série.

Se você estava esperando o mesmo tom cômico da série animada clássica, não vai ser isso que encontrará nesta versão da equipe. Desde o início do episódio podemos perceber que não teremos muito tempo para piada, mas sim um clima sombrio de mistério e uma pegada mais realista.

Isso pode ser percebido pelo visual da série, através de sua fotografia, ou até mesmo pelo figurino dos personagens. Eles são inspirados nos uniformes clássicos, mantendo sua essência, mas mostrando uma versão de como seriam aqueles heróis se existissem na vida real. O que também chama atenção é a violência gráfica da série, o que justifica a alta classificação indicativa.

Neste primeiro episódio fomos apresentados aos quatro protagonistas, com destaque para Rachel Ruth (Teagan Croft), a Ravena. O que todos têm em comum é o mistério envolvendo quem são, como a origem dos poderes ou um passado nebuloso. Esses são os principais condutores que geram curiosidade e interesse do público sobre os personagens.

As sequências com Rachel carregam bastante o gênero terror, com pesadelos e um clima sombrio no ar. Teagan Croft convence como a personagem, passando o sentimento de medo e apreensão que se pede. Também temos uma amostra do que esperar dos seus poderes demoníacos e como lidará com eles. Esses elementos funcionam bem, explorando suas habilidades como uma maldição.

Dick Grayson (Brenton Thwaites) vive como detetive em Detroit após ter problemas com seu antigo parceiro em Gotham. O personagem é quem traz mais referências do universo da DC, como seu passado no circo, citações do Batman, Coringa e a má fama de Gotham por conta de sua criminalidade. Suas sequências de ação são as mais brutais, muitas vezes incômodas, parecendo que ele tem um certo prazer em ferir os bandidos.

Outro elemento que chama atenção é seu uniforme, que também ressalta o tom realista da série. Ele funciona de forma prática e tática, voltado para o combate, além do uso dos apetrechos e seu clássico bastão.

Enquanto os dois personagens acima chegam inclusive a se encontrar, Estelar (Anna Diop) vive uma trama paralela, que mostra outro lado da série. Sua narrativa é construída ao longo do episódio através de pistas, já que a própria personagem perdeu a memória e sabemos tanto quanto ela, se tornando um desenvolvimento interessante para o público. Seus poderes fazem bom uso dos efeitos visuais, mostrando um resultado superior ao que vemos em séries de super-heróis como as da própria CW.

Mutano (Ryan Potter) é o personagem com menos tempo em tela no piloto, mas o suficiente para notarmos que seus poderes ainda precisam de ajustes. Sua forma animal ainda aparenta ser falsa, e não é pela cor verde, mas sim por não se encaixar com o ambiente. O público percebe que aquele animal foi inserido digitalmente. Porém, sua transformação, que chega a lembrar um lobisomem, convence.

Sua ausência justifica a falta de alívio cômico neste piloto, o que faz sentido pois era preciso seguir com um tom mais dramático para introduzir os personagens com passados nebulosos e trágicos.

Titãs pode dividir os fãs, principalmente por seguir um caminho diferente do que foi visto em outras mídias, como as séries animadas. Porém, seu piloto mostrou um alto valor de produção, um bom ritmo e personagens que no mínimo são interessantes o suficiente para o público querer conhecer mais sobre eles. Por enquanto tivemos muitas pistas sendo plantadas, resultando em uma ótima introdução que nos prepara para um futuro promissor.

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