“Flop é um termo comum da língua inglesa, que significa “fiasco” ou “fracasso”, na língua portuguesa.”

Vingadores: Guerra Infinita é o filme mais esperado de 2018 e promete ser o maior entre as produções de super-heróis até o momento. Sem dúvidas, a grandiosidade deste longa supera qualquer outro lançamento e, consequentemente, o hype para assistir é absurdo. Porém, não podemos ignorar o outro lado desta questão e nos perguntarmos: E se o filme der errado?

Em 2012, Vingadores vinha com uma proposta nunca antes vista até então nos cinemas, reunindo heróis que foram introduzidos em filmes solo. Naquela época, já era discutida a dificuldade de ter tantos personagens de peso em cena, o que no fim das contas acabou funcionando. Mas se formos pensar no tamanho de Vingadores: Guerra Infinita, o número é ainda maior, com 22 heróis só na capa da revista EW.

Coordenar tantos núcleos é um desafio e tanto para os Irmãos Russo, que já passaram no teste com Capitão América: Guerra Civil. Na ocasião, além de lidar com uma quantidade considerável de heróis, eles ainda tiveram que apresentar o Homem-Aranha e o Pantera Negra para o público.

Mesmo que essa questão do tempo de tela seja solucionada, uma coisa que ainda preocupa os fãs é um foco exagerado em Tony Stark, que alguns até acreditam ser a joia da alma. Com tantos personagens para serem desenvolvidos, seria uma pena se o filme apenas desse destaque para Robert Downey Jr. por ser o ator mais caro e herói mais importante do Universo Cinematográfico da Marvel.

Apesar disso, no próprio Guerra Civil os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely – que também escreveram Guerra Infinita – souberam dosar a participação do Homem de Ferro para que o filme ainda continuasse sendo do Capitão América. Esse receio também esteve presente antes do lançamento de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, mas no fim das contas acabou sendo bem resolvido.

Mais um ponto a ser considerado aqui é Thanos, que promete ser o personagem principal. A proposta de colocar o protagonismo em um vilão é interessante, acompanhando-o na caçada pelas joias do infinito. O problema é que não sabemos quase nada sobre ele.

Até então, suas participações foram bem rápidas ou em cenas pós-créditos, funcionando mais como um teaser do que veríamos no futuro do que uma apresentação de fato. Isso significa que a trama precisa nos convencer da motivação de Thanos e mostrar porque ele é essa ameaça tão grandiosa, precisando reunir tantos personagens em um filme.

Os diretores já disseram que isso ficará bem claro nos primeiros minutos de Guerra Infinita, além de já estar confirmado pelos trailers que veremos flashbacks que nos ajudarão a conhecer melhor o Titã Louco. Será que teremos o Darth Vader da nova geração, como disse Joe Russo?

Outra questão que também deve ser levantada é o tom do filme, que pode tirar um pouco da aventura épica que os trailers estão nos vendendo. Historicamente, sabemos que os filmes da Marvel Studios são carregados de alívios cômicos e piadas – em certos momentos – mal executadas. Isso funciona muito bem em alguns casos, como Thor: Ragnarok, mas também prejudica em outros, como Doutor Estranho.

Neste caso, todo material promocional de Guerra Infinita está vendendo o longa como o fim de tudo, uma destruição de proporções nunca vistas antes e possível morte de alguns personagens queridos pelo público. Porém, o mesmo aconteceu com Vingadores: Era de Ultron, por exemplo, e no fim das contas não tivemos toda a carga dramática dos trailers. Pode ser que isso aconteça novamente ou os Irmãos Russo adotem algo parecido com Pantera Negra ou Guerra Civil, que não deixa de lado momentos cômicos, mas consegue ser sério quando precisa.

Todos queremos que Vingadores: Guerra Infinita seja um sucesso e, quem sabe, consiga um inédito US$ 3 bilhões nas bilheterias, mas não podemos deixar de lado os riscos de se produzir um longa como esse por conta do investimento. Se ele vai superar a maldição do terceiro filme ou não, só vamos descobrir no dia 26 de abril.

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