Além de Kelly Port, de Vingadores: Guerra Infinita, outra presença internacional no evento VFX Rio foi Max Wood. O supervisor de efeitos visuais de O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos apresentou, durante o painel sobre o filme, todos os detalhes por trás da produção do longa.

Ele começou sua apresentação contando sobre a produtora em que trabalha, a MPC (Moving Picture Company). Em seu currículo estão projetos como Esquadrão Suicida, Watchmen, Robin Hood e outros. E entre futuros trabalhos estão Detetive Pikachu, Aladdin, Godzilla: Rei dos Monstros e O Rei Leão.

Para Quebra-Nozes, Wood contou que os efeitos visuais compuseram 85% de todo o filme, sendo fundamentais para a construção do mundo. Um exemplo é a cena inicial, onde a câmera voa por uma Londres do século XIX. A sequência feita inteiramente por computação gráfica dura por volta de um minuto e demorou cerca de um ano para ficar pronta. O processo se iniciou com pesquisa de fotos antigas da cidade, principalmente para entender que atividades as pessoas faziam naquela época.

Além da criação de mundo, os efeitos visuais também foram necessários para dar vida à alguns personagens. Entre eles estão os Polichinelles e a própria atriz Mackenzie Foy, que vive a protagonista Clara. Para isso, foi usada uma técnica chamada fotogrametria, em que são usados dublês digitais em cenas que não poderiam ser feitas pelos atores. O resultado é idêntico ao original, de forma que Wood colocou uma imagem da pessoa e do personagem em CGI lado a lado e foi impossível distinguir qual era o original.

Também tiveram personagens ainda mais complexos, como o Rei Rato: um rato gigante formado por mais de 60 mil ratos de CGI. Os primeiros conceitos foram criados em outubro de 2016 e foram precisos muitos testes até chegar na versão final. Wood contou que era difícil entender como fazê-lo pois o próprio diretor não o definia como um personagem, mas sim um “conceito”.

Outra curiosidade está na criação do rato Mouserinks. Ele foi criado a partir de um modelo usado no live-action de Cinderela, mas não foi aprovado inicialmente pela Disney:

“Eles queriam que o personagem tivesse olhos maiores, que mudássemos as orelhas, mas no final não mexemos no modelo original, pois queríamos mantê-lo com a aparência de um animal real. O que fizemos foi apresentá-lo em diferentes poses e situações, mostrando como ele seria expressivo e, principalmente, fofo. Eles foram muito enfáticos sobre isso e vocês sabem como a Disney adora um camundongo”.

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos ainda está em cartaz nos cinemas.

O VFX Rio aconteceu entre os dias 3 e 5 de dezembro na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O evento também contou com a presença do supervisor de efeitos visuais de Vingadores: Guerra Infinita, Kelly Port.

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